Imagem: O Globo

Condenação pode impedir Bolsonaro de disputar eleições até 2060

Política

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quinta-feira (11) o julgamento que impôs a Jair Bolsonaro (PL) a pena de 27 anos e três meses de prisão, sendo a maior parte em regime fechado. O processo investigou sua participação na tentativa de ruptura institucional ocorrida após as eleições de 2022 e resultou também na condenação de outros sete envolvidos. A decisão encerra semanas de debates intensos no plenário da Corte e projeta um futuro incerto para o ex-presidente.

Além da prisão, especialistas em direito eleitoral afirmam que a condenação pode estender a inelegibilidade de Bolsonaro até 2060. Isso acontece porque, pela interpretação atual da Lei da Ficha Limpa, o prazo de oito anos só começa a ser contado após o cumprimento integral da pena. Aos 70 anos, essa regra o afastaria das urnas por praticamente toda a vida, tornando inviável qualquer tentativa de retorno ao poder.

O impacto político da medida é profundo. A possibilidade de décadas de inelegibilidade transforma Bolsonaro em uma figura ainda influente junto a seus apoiadores, mas sem condições legais de disputar cargos. Esse afastamento prolongado também abre espaço para novas lideranças dentro do campo conservador, que passam a se organizar sem a perspectiva imediata de sua candidatura.

No entanto, o cenário pode mudar. O Congresso Nacional aprovou recentemente um projeto que altera a forma de contagem da inelegibilidade, fazendo-a valer a partir da data da condenação. Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar a proposta, Bolsonaro poderia recuperar os direitos políticos em 2033, reduzindo drasticamente o período de afastamento e recolocando seu nome no tabuleiro eleitoral.

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