Os policiais da Rota cooptados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) cobravam uma
“mensalidade” de R$ 600 mil para vazar informações sigilosas e blindar as principais lideranças da facção na zona leste, como Silvio Luiz Ferreira, o Cebola, Rafael Maeda Pires, o Japa, e Guinho.
De acordo com investigação da Corregedoria da Polícia Militar (PM), o esquema envolvia diretamente pelo menos seis PMs e era comandado por um policial identificado como “Leão”.
Para além da mensalidade de R$ 600 mil, em situações específicas, os PMs exigiam valores maiores, como no caso da Operação Sharks, em setembro de 2020, quando cobraram R$ 5 milhões para permitir a fuga de Marcos Roberto de Almeida, o Tuta, então líder máximo do PCC fora do sistema carcerário.
O mesmo ocorreu com o próprio Cebola, que teria escapado de uma ação do Ministério Público (MPSP) para prendê-lo na festa de aniversário de Ahmed Hassan, advogado apontado como envolvido nos esquemas de lavagem de dinheiro do PCC.
Usufruindo do dinheiro obtido com a venda de informações para o PCC, Leão abriu dois estabelecimentos em “homenagem” à Rota na zona leste, ambos com o nome de Rota’s Bar, uma espécie de adega no Jardim Helena e um restaurante em Itaquera.


