Um novo relatório da Oxfam Brasil revela que a riqueza do 1% mais rico do mundo aumentou em mais de 33,9 trilhões de dólares desde 2015 — valor suficiente para eliminar a pobreza global por 22 anos, segundo o Banco Mundial.
Enquanto isso, os países do G7 reduzirão em até 28% a ajuda humanitária até 2026. Cerca de 60% dos países de baixa renda enfrentam colapso fiscal, destinando mais recursos ao pagamento de dívidas do que aos serviços de saúde e educação. Apenas 16% das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estão no caminho certo para 2030.
A fortuna de apenas 3.000 bilionários cresceu 6,5 trilhões de dólares no mesmo período e já representa 14,6% do PIB global. A riqueza privada global cresceu oito vezes mais que a riqueza pública entre 1995 e 2023.
Segundo Viviana Santiago, diretora-executiva da Oxfam Brasil, “o Brasil é o retrato do fracasso de um modelo que prioriza o lucro privado em detrimento do bem-estar coletivo. As maiores vítimas são mulheres negras, indígenas e periféricas.”
A Oxfam defende um novo pacto global baseado em justiça tributária, fortalecimento do setor público e reparação histórica. A maioria da população brasileira já demonstra apoio: nove em cada dez brasileiros concordam com a taxação dos super-ricos para financiar políticas públicas.


