O cenário político em Alagoas ganhou um novo desdobramento logo após o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, anunciar sua pré-candidatura ao Governo do Estado para 2026.
Na última sexta-feira (20), JHC reuniu vereadores da capital para comunicar a decisão e iniciar a articulação de um grupo político competitivo. No entanto, apenas um dia depois, uma decisão da direção nacional do Partido Liberal mudou completamente o cenário.
Um ofício assinado por Valdemar Costa Neto determinou a extinção da comissão provisória do partido em Alagoas, então presidida por JHC, além de proibi-lo de praticar atos partidários.
Na prática, o impacto é direto: vereadores ligados ao PL não podem mudar de partido fora da chamada “janela partidária”, sob risco de perder o mandato. Com isso, a base política construída por JHC permanece vinculada à sigla, limitando a execução imediata de sua estratégia para 2026.
Nos bastidores, a leitura é de que o prefeito perde o controle de uma estrutura considerada essencial — tanto pelo tempo de televisão quanto pelo fundo partidário — o que pode redesenhar o jogo político no estado.


