Matheus Omena Soares foi sentenciado nesta quinta-feira (18) a 52 anos e quatro meses de prisão pela morte do filho, Anthony Levi, de apenas 4 anos. O julgamento, realizado em Maceió, reconheceu que ele envenenou a criança com chumbinho e ainda tentou incriminar uma creche pelo crime. A decisão do Tribunal do Júri também determinou indenização de R$ 100 mil à mãe do menino, Ingrid Nathally Nascimento, além da perda do poder familiar sobre outro filho do réu.
Segundo a investigação, o veneno foi comprado de forma clandestina em uma feira do bairro Jacintinho por R$ 13. Dias depois, Soares misturou a substância ao mingau oferecido ao filho, que morreu pouco antes de completar 5 anos. Imagens de câmeras de segurança mostraram o condenado descartando o frasco do produto na área externa de uma escola infantil, numa tentativa de induzir as autoridades a responsabilizarem a instituição. O laudo pericial confirmou que o chumbinho era o mesmo que provocou a morte da criança.
A mãe da vítima acompanhou toda a sessão e emocionou os presentes ao relatar a dor de perder o filho de maneira tão brutal. “Meu filho foi traído por alguém que ele amava. É uma dor que nunca vai passar”, disse Ingrid durante o julgamento, conduzido pelo juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 8ª Vara Criminal.
Na sustentação da acusação, o promotor Flávio Gomes destacou a frieza do crime e a quebra do dever paterno. Para ele, o caso representa um dos episódios mais violentos já julgados no estado. Apesar de a defesa ainda poder recorrer, Soares permanecerá preso. O caso reacende a discussão sobre a venda irregular de substâncias tóxicas em feiras e comércios informais, considerada um risco grave para a saúde pública.


