As empresas Meta e Google foram condenadas por negligência em relação aos efeitos de suas plataformas na saúde mental de usuários. A decisão, tomada por um júri, determinou o pagamento de US$ 3 milhões em indenização a uma jovem que processou as companhias.
A autora da ação nos Estados Unidos, identificada pelas iniciais KGM, afirmou que desenvolveu ansiedade, depressão e dismorfia corporal após uso excessivo das redes sociais. O júri entendeu que as empresas não adotaram medidas suficientes para reduzir os riscos associados ao uso das plataformas.
Do valor total da indenização, a Meta foi responsabilizada por 70%, o equivalente a US$ 2,1 milhões, enquanto o Google deverá pagar os 30% restantes, cerca de US$ 900 mil.
O julgamento durou nove dias e é considerado um marco por abrir precedente para outras ações semelhantes, especialmente envolvendo jovens e os impactos do uso prolongado de redes sociais.
Antes desse caso, a mesma autora já havia acionado outras plataformas, como Snapchat e TikTok, mas houve acordos fora da Justiça, sem divulgação dos valores.
Em nota, a Meta informou que discorda da decisão e avalia recorrer. O Google não comentou o caso. Durante o processo, o fundador da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou que a empresa não limita o tempo de uso dos usuários, alegando respeito a liberdade individual.
Paralelamente, a Meta também foi alvo de outra condenação recente, desta vez no estado do Novo México, sob acusação de falhas na proteção de crianças em suas plataformas. A empresa foi multada em US$ 375 milhões e também pretende recorrer.


