PF prende Buzeira e Rodrigo Morgado em operação internacional contra lavagem de dinheiro e tráfico internacional

Justiça

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (14) a Operação Narco Bet, voltada a desarticular um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas. Entre os presos estão o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, e o empresário Rodrigo Morgado, já citado em outra investigação por envolvimento em atividades ilícitas.

As ações ocorreram simultaneamente em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Minas Gerais, com o cumprimento de ordens de prisão e busca em diversos endereços. Em Santos, no litoral paulista, agentes federais prenderam Morgado em um edifício na Ponta da Praia. Buzeira foi detido em Igaratá, no interior de São Paulo.

De acordo com as investigações, o grupo movimentava valores milionários por meio de empresas de fachada, apostas on-line e criptomoedas, com o objetivo de ocultar recursos obtidos com o envio de cocaína para o exterior. A operação é um desdobramento da Narco Vela, realizada em abril, que revelou como a organização transportava drogas do litoral brasileiro até a África em barcos e veleiros.

Com apoio da Polícia Criminal Federal da Alemanha, também foi cumprido um mandado de prisão em território alemão. Além das detenções, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 630 milhões, incluindo carros de luxo, joias e dinheiro em espécie.

Buzeira, que soma mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais, ficou conhecido por exibir uma vida de ostentação. Em março, chegou a afirmar ter perdido R$ 1 milhão em uma partida de pôquer na casa de Neymar Jr. Já Morgado, preso pela segunda vez neste ano, ganhou notoriedade após sortear um carro em uma festa e depois tomar o prêmio da funcionária contemplada.

Os investigados devem responder por lavagem de dinheiro e associação criminosa, com indícios de atuação transnacional. A PF afirma que o núcleo central da quadrilha operava a partir da Baixada Santista, de onde a droga era enviada para o mar em embarcações velozes antes de ser transferida a pesqueiros e veleiros rumo à África. As autoridades estimam que o grupo esteja ligado a apreensões que somam cerca de oito toneladas de cocaína.

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