A Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal) tem atualmente 80% de suas unidades assistenciais geridas por mulheres, um dado que a posiciona como diferencial no cenário nacional, onde a presença feminina em cargos de liderança ainda é, em média, menor. Mais que um indicador estatístico, esse percentual revela um modelo de gestão que alia técnica, responsabilidade pública e cuidado integral.
Para a reitora Pollyanna Almeida, a presença feminina em posições estratégicas impacta diretamente a qualidade da gestão e das políticas de saúde em Alagoas. “A liderança feminina deixa de ser exceção e passa a ser parte estruturante da gestão”, afirma.
Segundo ela, essa mudança também altera a cultura institucional. A condução torna-se mais colaborativa, baseada na escuta, no diálogo e na construção coletiva das decisões, com reflexos no clima organizacional e na integração entre ensino, pesquisa, extensão e assistência.
A reitora aponta ainda o efeito multiplicador da representatividade dentro da universidade. “Quando estudantes e jovens servidoras veem mulheres ocupando espaços de decisão, passam a se reconhecer como possíveis líderes e ampliam seus horizontes profissionais”, observa.
Para ela, liderar na saúde e na educação é, antes de tudo, servir com ética e preparo técnico, tendo como norte a justiça social. “A presença feminina na gestão amplia o debate sobre equidade e contribui para políticas públicas mais humanizadas, especialmente em uma instituição que forma profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS)”, acrescenta


